instituto projetos ambientais, em revista

No Coração do Lixo (in Waste Heart) - documentário inédito

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Sinopse: O filme apresenta a história de duas senhoras que encontram no lixo uma saudade do que é belo e encantador; abertamente descarnam a economia formal construindo pelas suas experiências um saber ambiental inerente, denunciando o comportamento de uma sociedade de consumo que sujeita aos sofisticados paradigmas de educação e cultura ainda não refletem na realidade do seu lixo a sustentabilidade do desenvolvimento.

Synopsis: The film presents the story of two ladies who are in the waste a nostalgia for what is beautiful and, denouncing the formal economy stripping an inherent environmental knowledge, denouncing too the behavior of a consumer society which makes the sophisticated paradigms of education and culture does not reflect the reality of his waste the sustainable development.

"No Coração do Lixo".
Elenco: documentário; País: Brasil; Ano: 2010; Direção: Rogério Stacciarini; Produção: Instituto Projetos Ambientais.

O micro-documentário "No Coração do Lixo" (in Waste Heart) é mostrado nesta postagem, de forma inédita, como parte de um projeto maior, de defini-lo como um filme documentário oficial. Aqui, de forma acessível a diferentes profissionais, cidadãos e pessoas.

Porventura, a mensagem do projeto pode ser capturada nesta edição ainda artesanal - sem processamento técnico do audio e ainda com uma extensão de imagens não trabalhadas.
Usando uma câmera simples o diretor busca na realidade ambiental, fora dos muros da escola, respostas mais coerentes que a sofisticada cultura 'de poucos' e o saber mercantil sobre o comportamento e a psicologia ambiental.

O objetivo foi, em uma primeira oportunidade, produzir um material real e recorrente às formas de se tratar o meio ambiente, não apenas com conceitos, textos e projetos puramente técnicos. Mas desnudar a realidade pela arte da imagem e projetar pelo caminho do cinema, respostas mais imediatas ao protelado processo de comunicabilidade ou incomunicabilidade da realidade política desse país - seja social ou ambientalmente - assim intencionados na dual dignidade do lixo.

Como a coragem dos catadores de recicláveis, que reinventam a realidade não apenas pelo retorno financeiro ou algo assim, mas pelas tantas outras formas de sobrevivências, como a oportunidade de trabalho limpo ao invés da violência, enganjamento social como sujeitos na base da cadeia de reciclagem, ou ainda como um instante da existência, buscando demonstrar sua nobreza no que chamam de 'a sobra dos ricos', acenando uma sociedade exclusiva, egoísta e autoritária; que no século XXI ainda não aprendeu coisas elementares - como separar seu lixo.

"Este é um projeto realizado para nossos leitores, aos que apoiam o Blog Projetos Ambientais."

Jornalismo Científico e Ambiental - novas formas de comunicação, em texto e entrevista


Por um novo Jornalismo - Como a informação ambiental está chegando às novas gerações.




Esta postagem se iniciou com observações diante do crescimento de pautas jornalísticas no nosso tema a partir da Reunião do Clima em Copenhague, e logo depois se reforçou com o filme "O amor segundo B. Schianberg" - cinema brasileiro crítico à imitação da realidade em programas de TV, com reflexão sobre o amor na atualidade e centro da existência, mesmo ponderando nuances do ego e da psicologia ambiental (que já nos pusemos a discutir aqui). Do filme não foi difícil chegar à leitura do livro "Eu receberia as piores notícias do seus lindos lábios" e daí para o Blog de Ana Paula, uma paulistana estudante de jornalismo que enriquece o texto aceitando nossa entrevista.

Jornalismo Ambiental - uma nova cara dentro das ciências humanas e sociais. A vertente ambiental tem sido notícia. Não é o objetivo da notícia só divulgar o negativo no prisma dos recursos naturais, não não é isso. Mas também é fato que as coisas no meio ambiente sempre estão se defendendo, a natureza é assim. São meses do maior vazamento de petróleo no Golfo do México, ainda não resolvido. O período de atenções para o esporte levou a passar em brancas nuvens a aprovação do relatório sobre as mudanças no Código Florestal no Brasil - também um desastre. Isto podendo comprometer não somente recuperação de áreas florestais perdidas, mas perdas de matas "de pé" que significam valores da ordem de milhões de hectares.

Um Jornalismo vocacionado ao meio ambiente, suas medidas e intrepretações, posicionamentos sérios e abordagens contínuas se fazem emergentes nos conceitos da comunicação social.

Ao que pesquisamos este jornalismo (ambiental) já despontou como uma linha de pesquisa intrínseca na área das novas ciências, mídias, tecnologias de informação, designers, publicidades e gestão de empresas. E de certa forma, como nas postagens anteriores, existe uma tendência em grupos de jornalistas a se aproximarem ou adotarem a linguagem científica nas suas formas de trabalho. Essa liguagem é inerente aos projetos ambientais de monitoramento e tomadas de decisão, seja envolvendo a economia, a cultura, a política, mas postergada à necessidade de qualidade de vida das populações.

Pesquisa e ciência são abordagens que procuramos discutir para projetos ambientais, estão intricadas no processo. E, como pensam os pesquisadores em suas linhas de trabalho. Pois, oportunamente, suscitamos ao tema do Jornalismo, já que nos posts anteriores nos valemos especialmente do pensamento científico.

Alguns pontos da ciência ambiental são de difícil acesso, como os bancos de dados e resultados oficiais - por exemplo da devatação da Amazônia (que mais recentemente se tornam públicos), ou de contaminações de solos, águas superficiais e subterrâneas, e mesmo dados climáticos com previsões de enchentes, além de emissões atmosféricas ou sistemas de infra-estrutura ao saneamento ambiental. Não é difícil só o acesso a esses dados, mas mesmo a suas produções, como são obtidos, as metodologias científicas ambientais, as valorações, os estudos de impactos ambientais e suas validações no campo. Ou seja, é todo um processo necessário à credibilidade dos dados e por outro lado como ter acesso aos mesmos, a posteriori difusão.
Ao que tudo parece e em favor de novos projetos ambientais, a situação está se tornando uma curiosidade dos jornalistas, assim como matérias públicas com mais respeito à Sustentabilidade do Desenvolvimento.
Ou mesmo, aumentando o interesse dos pesquisadores em tornar lúcida a compreensão de suas respostas obtidas em pesquisas.

Em tempos de projetos de mudanças radicais no Código Florestal Brasileiro, nunca foi tão recorrente o Jornalismo e sua nuance ambiental. Gostaríamos de usar a linguagem da ciência para explicar tais propostas de alterações e elevação desconexa nas áreas de desflorestamentos. Ainda não encontramos justificativas científicas para tal inconsequente fundamentando o discurso político.
A não ser a distância absurda, entre a referida política e a ciência, para as decisões ambientais.
Possa ser o Jornalismo Contemporâneo uma nova linguagem de comunicação a toda a população brasileira, ao disparate do projeto de validar crimes ambientais - na forma de Lei.

Tão claro foi também a inconsistência de leilão para nova usina hidrelétrica, episódio recente, não apenas na questão ambiental e social no Norte do país, mas ainda mais sério, na própria proposta econômica da produção dos "watts" de energia. Nada claro e convincente. Empresas desistindo da participação e um leilão a toque de caixa em minutos do horário de almoço. Assim se pretende impor Belo Monte. Nem o papel de ativistas mundiais com pedidos de clemência foram suficientes à soberania do "eu" político e econômico. Eu mando! sobre as ponderações técnicas e tecnológicas. Resta que a informação não pode parar, nem as responsabilidades sobre as decisões.

Quando se fala em Meio Ambiente e Sustentabilidade, falamos de coisas complexas e conjuntas, falamos do futuro das populações. Ou seja, usar os recursos naturais de formas a garantir suas disponiblidades para satisfazer em quantidade e qualidade às necessidades das gerações futuras. Que no futuro se tenha água, biodiversidade com a mesma dimensão que temos na atualidade. Não queremos que o Meio Ambiente seja uma verdade construída, mas percebida, aceita, respeitada como assim a natureza nos supre, nos satisfaz. Sem natureza, sem água, ou mesmo com restrições já se torna um grave problema. Pensando ainda que a população deverá atingir os 12 bilhões ou mais que isso nas próximas décadas.

Alguns autores chamam a Eco 92 de Farsa Ecológica, é isso pois parece estar se tornando uma grande verdade; os desenvolvimento locais, as agendas 21 locais não se consolidam, não se apresentam, enquanto o tempo passa e os velhos interesses de retirar mais do que o tempo de retorno natural é capaz de se recompor se faz evidente.

A moda agora é criar cursos, escolas de Meio Ambiente. Moda mesmo, pois em realidade muitos deles surgem sem conexão com projetos sólidos e locais, ao entorno de suas proponentes.
Sobre a juventude e novas gerações, se propõe um dialógo pertinente, oportuno para a transição tecnológica do real ao virtual. E da era das informações!

Por isso fizemos uma oportuna entrevista com uma estudante de Jornalismo. Uma jovem que expressa, de forma livre, o que podemos ter nos pensamentos das novas gerações.

O fato é que todos os projetos ambientais devem prever a comunicação não apenas com a comunidade de interesse, local, onde o projeto será implementado, mas também de contexto mais amplo. Os projetos precisam ser mostrados, explicados para a sociedade. Quando não surgem pensamos que estão limitados ou o que é mais sério: - nem pensamos.

- Para ampliar a leitura (virtual):
Sugerimos um artigo de Vânia Mattozo; Cornélio Celso de Brasil Camargo e; Nilson Lemos Lage que tem o título "Jornalismo científico aplicado à área de energia no contexto do desenvolvimento sustentável" (só clicar para acessar o texto) - O artigo trata de uma pesquisa aplicada de jornalismo científico on-line que fundamenta a questão energética contemplada no contexto do desenvolvimento sustentável. A pesquisa, desenvolvida em nível de mestrado, originou uma mídia digital on-line com informações científicas e tecnológicas que permitem visualizar não somente o âmbito técnico, mas também a efetiva relação interdisciplinar do tema com outras áreas de conhecimento, o que constitui um fato de particular importância no contexto de abordagem do desenvolvimento sustentável. Uma leitura simples para início de pesquisas.

Outra página de grande importância é do pessoal do Sul chamada EcoAgência Notícias Ambientais.
E também o Portal do Jornalismo Científico - com diversos outros contatos, matérias, artigos. Vale a pena.

E N T R E V I S T A                                                                            

O blog 'projetos ambientais' em suas caminhadas encontrou Ana Paula, autora do Sado Jornalismo, blog sujeito aos esboços de uma jornalista, que se auto intitula "Jornalista bipolar e escritora frustrada. Não necessariamente nessa mesma ordem.", assim chegamos ao contato e fomos respondidos por Aninha, ou Ana Paula Viana Silva.

Traduzir ideias ambientais e sugestionar planos de projetos não é tarefa das mais fáceis. Por isto, o que pensa a jovem Ana pode interessar aos nossos leitores, como 'adendo' ao Jornalismo Ambiental.

Projetos Ambientais: Que bacana que respondeu nosso email - Olá Ana, chegamos ao SadoJornalismo - quem é esse blog? Como iniciou sua carreira de jornalista e como não a concluiu?

Ana Paula: Que bacana que vocês entraram em contato! Bom, para os leitores do Projetos Ambientais que ainda não me conhecem, eu sou mais conhecida como Ana P. Mais conhecida também é forma de dizer, né? Mas enfim. O Sadojornalismo surgiu de um projeto pessoal, algo que eu já sonhava em fazer quando entrei na faculdade. Um blog que acompanhasse a minha evolução como jornalista, e onde eu pudesse evoluir um pouco como escritora. Então eu dei a ideia pra uma amiga (Sirlene), que divide a autoria do Sado comigo. De lá eu fiz também algumas participações em outro blog, sempre tentando colocar o ponto de vista de uma estudante de jornalismo sobre esse mundo todo novo da comunicação. Estou hoje no 3º ano de jornalismo, sim, com MUITAS dúvidas ainda! Muitas mesmo, vocês não fazem ideia, ainda sob o efeito da decisão do STF de suspender a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão e tudo mais. E outros desencantos que vão permeando o caminho, né? Mas... eu ainda insisto na carreira. E acredito que posso me dar bem com isso!

Projetos Ambientais: O que você entende por "projeto ambiental" - como você imagina um projeto aplicado ao meio ambiente? Você conhece algum ou sobre que tema ambiental se interessa mais?

Ana Paula: Ouvindo a expressão solta, assim, "projetos ambientais", eu logo penso em ideias e discussões para melhorar a convivência homem x meio ambiente. Quer dizer, é de se supor que nós vivemos no meio ambiente e o respeitamos. Mas não é bem assim, né? Nós exploramos, não convivemos. Então é isso que eu entendo por "projetos ambientais". Algo que preserve o homem e o ambiente, sem sobrepor um ou outro. Eu imagino que qualquer projeto aplicado ao meio ambiente tem que contar com a participação da sociedade, e aí acho a participação da mídia ESSENCIAL. Porque é através dos meios de comunicação que a sociedade participa. Por estar sempre lendo jornais, revistas e diversos blogs e websites, eu até conheço alguns temas ambientais, mas tudo muito superficialmente, nada aprofundado. O que eu me interesso mais [que aliás, perdoe a ignorância, mas não sei se trata-se de um tema ambiental como os tratados no blog] é como o tema "sustentabilidade" é tratado dentro de grandes empresas; aliás, sustentabilidade tratado no geral.
Vale dar um exemplo? Então vou tomar a liberdade e vou dar um exemplo: atualmente eu trabalho em uma instituição financeira. Todos que já foram ao banco um dia sabem a quantidade de papéis que são usados, para abrir conta, para assinar um contrato de empréstimo, para pagar contas, para enfim, uma infinidade de serviços que usamos diariamente e que muitas vezes não nos damos conta, o tamanho do DESPERDÍCIO de papel que existe ali. Então eu me interesso sim, por quais ações esse tipo de empresa adota para compensar esse desperdício todo. E não só de papel, como eu disse, isso é só um exemplo.

Projetos Ambientais: Qual sua relação de estudo com a Rede, digo Internet, e por esse prisma nos fale qual sua visão sobre o Jornalismo, como sente a comunicação e o caminho para informações mais limpas e então chegando ao nosso tema - o Jornalismo Ambiental.

Ana Paula: Para Jornalismo, informação é tudo. Onde você busca informação hoje em dia? Só jornal, só revista, só televisão ou só rádio, ou tudo isso junto, não basta. A Internet É SIM uma revolução no conhecimento, na informação, na vida. Claro, você não pode fazer da internet sua única fonte de informação, por isso é sempre bom buscar informação em todos os lugares possíveis. Se você vai fazer uma pesquisa de trabalho, por exemplo, você pode contar com a internet, mas também pode contar com livros e mais, com pessoas que passaram por experiências que tenham relação com aquilo.
Eu acredito [e talvez alguém me prove o contrário] que a informação na internet é mais complicada. Não que as fontes não sejam confiáveis por serem virtuais, mas é MUITA informação. É muita coisa que você encontra por aqui, e muita coisa que se contradiz. Pro jornalismo, tem o problema da apuração, né? Então de repente você divulga uma coisa pela web e esquece de apurar e acaba mais tarde descobrindo que não era bem aquilo que você publicou.
Na internet você encontra, blogs e sites que tratem de jornalismo ambiental. Mas a divulgação não é grande, ou pelo menos não encontramos esse tipo de página com facilidade. Geralmente por indicação, ou quando algum dos temas está sendo tratado pela grande mídia. E é algo passageiro também, as pessoas vão lá, acessam a informação, lêm a respeito, comentam e passa. Não é algo que está sempre em pauta.

Projetos Ambientais: Assim, hoje, o Jornalismo Ambiental é uma realidade ou uma virtualidade? Pode nos explicar seu ponto de vista, como jovem e habitante de uma das maiores metrópoles do mundo (São Paulo).

Ana Paula: No meu ponto de vista? Tem tudo pra virar realidade. Meio ambiente é a pauta da vez, ou assim deveria ser, visto que atualmente sofremos as consequências de séculos de convivência irresponsável com a natureza. A imprensa tem o dever de colocar o jornalismo ambiental como assunto principal, ainda nos dias de hoje em que vemos tantas tragédias naturais acontecendo. Quer dizer, porque não relacionar isso ao jornalismo ambiental? Por que não demonstrar, aproveitando o ensejo, o quanto a ação humana interfere no ambiente? O que podemos fazer para não interferir mais tanto?
São Paulo é uma cidade cinza. Eu moro na região da cidade que tem a menor área verde, a zona leste, e isso sendo em São Paulo quer dizer muito pouco mesmo. Com as chuvas de dezembro e janeiro, por exemplo, a zona leste foi a que mais sofreu com alagamentos que duraram semanas, porque a água não tinha por onde escoar. E como pode o jornalismo ambiental estar tão em falta com essa região? Mas acho que isso é um problema da cidade toda. Não se restringe à zona leste.

Projetos Ambientais: Na sua vivência com a Internet e ferramentas tecnológicas, como percebe o pensamento dos jovens de grandes cidades (paulistanos) sobre Meio Ambiente. Não há uma substituição do tempo de contato com a natureza pelo mundo virtual - ou mesmo não pensa serem interessante os espaços ambientais da capital paulista?

Ana Paula: Os poucos espaços naturais que têm em São Paulo são sim, muito interessantes. O problema maior é o acesso (alguns dos parques são muito longe pra quem mora na periferia), ou a segurança (o Parque do Carmo, maior aqui da Zona Leste, só é frequentável a determinada hora do dia. E em alguns espaços é melhor não andar sozinho). Agora, quanto a substituir o contato com a natureza pelo mundo virtual, eu acho que TUDO tem sido substituído pelo mundo virtual. As pessoas namoram pela internet, pedem comida pela internet, fazem amigos pela internet, estudam pela internet, tudo é virtual. Criam fazendas virtuais, olha só! Tudo está sendo virtualizado, e isso pode atrapalhar um pouco a conscientização. Ou não, né? Porque você vê que as redes sociais estão mostrando um poder. Quando usadas corretamente, elas podem servir como elemento de conscientização da sociedade. Mas não só isso. Tem que inspirar as pessoas a saírem da frente do computador, sair da frente da televisão, e olhar o mundo ao seu redor. A cidade cinza, por exemplo, precisa começar a preservar seus poucos espaços verdes antes que nada mais sobre.

Projetos Ambientais:Recentemente que notícia ambiental achou uma referência na Internet?Pode ser mais de uma, quantas se lembrar.

Ana Paula: Não sei se encaixa em notícia ambiental. Mas um lance que eu vi que achei muito chato, mas que a reação de uma das empresas diretamente envolvidas foi bacana. Foram divulgadas algumas fotos tiradas de uma praia em Salvador, logo depois do carnaval. Milhares de latinhas de cerveja que foram jogadas no mar, como se fosse um grande lixão. Então alguns mergulhadores tiraram fotos e divulgaram essas cenas. Eles também se empenharam em retirar as latas de dentro da água, já que nenhum meio de comunicação se interessou pela história. As fotos caíram na rede, divulgadas em emails e alguns blogs independentes, e a repercussão foi tão grande que a 'marca da cerveja' resolveu fazer uma campanha de conscientização nessa mesma praia.

Campanha? Marketing, seja como for. Mas a empresa aproveitou o ensejo ambiental pra divulgar o seu produto. É algo que é possível fazer. No jornalismo e na publicidade, o meio ambiente deve ser o foco.

Projetos Ambientais: Como jovem, geração anos 90 imaginamos, se tivesse de criar um projeto em Jornalismo e Meio Ambiente, por onde começaria? O SadoJoranalismo (blog) é o seu projeto ou quer algo de mais alcance ainda, entende? Diga para nós como é seu projeto ambiental e etapas para sua realização.

Ana Paula: Geração 1984, na verdade, hahahahahahaha! Mas enfim... nunca pensei em um projeto para jornalismo ambiental, mas se eu tivesse que pensar algo nesse sentido, eu iria pesquisar. O que já é feito nessa área, o que poderia ser feito a mais, qual mídia é mais recomendável, qual a linguagem que deve ser utilizada, o público-alvo da mensagem, tudo isso teria que ser pesquisado. A internet é muito boa, mas acho que se eu fosse fazer algo pra essa área, eu pensaria em algo off-line, com um suporte de redes sociais.

O SadoJornalismo é um projeto muito simples mesmo, acho que ele tem tomado uma linha mais cultural, mas a ideia é de divulgar o jornalismo mesmo, dar dicas a quem pretende cursar nessa área, ou mesmo mostrar quais são as dificuldades e as alegrias (sim, porque pode existir alegria no jornalismo!).

Projetos Ambientais: Para terminar, o que você pensa sobre como os políticos tratam o tema meio ambiente? Você acredita em Desenvolvimento Sustentável?

Ah! e deixa uma mensagem para os jovens da sua idade sobre meio ambiente. Valeu sua atenção e assim esperamos expressar pela página sobre seu pensamento ambiental como jovem moradora de São Paulo e sucesso para o seu Blog.

Ana Paula: Os grandes partidos ainda precisam aprender como lidar com o tema meio ambiente. Claro, quando você pensa em política e meio ambiente, você logo lembra de partidos "eco" ou de políticos como Marina Silva (Senadora e ex-ministra do Meio Ambiente do Brasil). Sem fazer campanha eleitoral, até mesmo porque eu ainda acho o discurso verde um pouco utópico. Mas acredito sim em desenvolvimento sustentável, só que a sociedade no geral tem que querer. E tem que colaborar. Essa coisa de jogar lixo na rua, olha, tinha que parar em definitivo. Educação ambiental começa em casa. E de pequeno.

Uma mensagem pra galera da minha idade? Eu acho estranho, pareceria que eu sou um exemplo, mas olha, eu mesma ainda tenho muito o que aprender sobre ambiente, preservação e todos os afins. Só que eu acho que aprendendo juntos seria bem mais fácil. Então minha mensagem seria pra galera ter a cabeça aberta. O mundo é finito, mas isso não quer dizer que tenha que ser justo a nossa geração a responsável por acabar de vez com ele!

Quem é Ana Paula =
Meu nome completo é Ana Paula Viana da Silva, 26 anos, moradora da Zona Leste de São Paulo.
Autora (1 dos) do Blog Sado Jornalismo.
Estudante de jornalismo, de São Paulo, em entrevista por e-mail.

____________Ciência, Meio Ambiente e subjetivos conceitos emergentes


"Existe ciência ruim e ciência boa. Toda ciência ruim não serve.
 Daí tem a ciência boa e uma grande parte não é aplicável." (FR)



O que pensa a Ciência sobre o Meio Ambiente?  Os pesquisadores desenvolvem seus projetos e o que recomendam para o futuro ambiental? Que conceitos surgem, ou se recriam, em distinção ao posicionamento ambiental como a Ciência do novo século?

Um pouco dessa abordagem é o objetivo desta postagem - discutir mais do pensamento científico, das opiniões de pesquisadores e incluir 'novos' emergentes conceitos no arcabouço para projetos ambientais.
Os novos conceitos serão citados e explorados mais adiante, na evolução dos nossos textos e artigos.


1. O pensamento de outros cientistas sobre o Meio Ambiente

Tivemos como referência a participação de dois cientistas ambientais em mesa redonda na TV Cultura; usamos aqui as bases dos pensamentos destes pesquisadores sobre a questão ambiental.

São eles (com citação das inicias do nome no decorrer da pauta):
- Carlos Nobre do INPE, Climatologista, Dr. Massachusetts Institute of Technology (MIT), Cambridge
- Fernando Reinach, Biólogo, Ph.D - Cornell University Medical College, New York, USA, está entre os 50 empresários Scientific American


"A ciência é tida como neutra, ela dá informações objetivas e não é dominada por interesses imediatistas, políticos, econômicos. Sobre o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de 2007: o órgão reconhece que teve imprecisões, mas muito pequenas. Existem lobbies atrás de desqualificar o relatório, tentando minar a credibilidade do relatório e de qualquer outro que aponta para o fato de que o planeta está aquecendo sim e que são as atividades humanas as responsáveis." (CN)

"Os cientistas 'não são neutros', são cidadãos do mundo, são pessoas comuns, normais, cada um com as suas convicções, com as suas orientações, com as visões. Qualquer tipo de financiamento para a pesquisa em ciência do clima, atmosfera, oceanos, vem de financiamentos dos governos. São órgãos de financiamento mais distantes do poder econômico e do próprio poder político dos governos. Aqui no Brasil, a pesquisa em mudanças climáticas é financiada pelos órgãos tradicionais - Fapesp (SP), Cnpq, Finep. Agora, a metodologia científica é que é a guia de todo o trabalho. Quando se descobre um erro, esse erro é possível a partir de correção. Não existe nenhum conhecimento científico que não passou pelo teste do método científico e, é esta a beleza da ciência." (CN)

"Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE - sobre desmatamento: O primeiro estudo foi bastante criticado (em meados de 89). Foi uma lição muito importante e, a partir desse episódio, não conheço qualquer tentativa interna de qualquer manipulação, de qualquer uso indevido. Os dados produzidos tem qualidade científica e são entregues ao governo. Hoje, tudo que se produz sobre desmatamento, as análises vão para a Internet, são públicas. Agora, quem utiliza os dados do INPE pode dar o viés que bem lhe aprouver, mas não me parece adequado usá-los com o viés político, porque estão a disposição de todos." (CN)

"O país poderá fazer com tempo previsões para eventos climáticos de efeito? - Quando a gente olha para o arcabouço legal do Brasil, especialmente a partir do relatório IPCC de 2007, houveram avanços. Lei Federal e estaduais. Todas elas vão na linha da redução de emissões de gases. Segundo os cálculos dos cientistas as reduções devem ser muito radicais, algo em torno de 80%. Não existe política pública ainda para a adaptação, o que é muito grave. Por exemplo, qual a melhor política de adaptação - para a seca do Nordeste nunca ainda conseguimos adaptar - ou seja, a adaptação vai fundo, de fato, numa certa incapacidade do modelo de desenvolvimento brasileiro de se ajustar aos extremos. É um subdesenvolvimento brasileiro histórico. As 'enchentes' não são só devido ao fato de cada vez mais a população está exposta a riscos. O clima está mudando e a cidade não buscou se adaptar." (CN)

"O aquecimento global é um pano de fundo, mas a urbanização se continuar, é uma causa na dimensão mais regional ou local. A curto prazo teremos ainda que conviver com soluções de engenharia." (CN)

"Na escala de mais de duas décadas deveríamos 'ter retirado' a população das áreas de risco. Uma medida completa de adaptação."

"É contraditório o que os países falam sobre o que reduzir. Como a gente sabe se alguma coisa pode ser mudança climática? A maioria dos fenômenos já aconteceu no passado, assim como podemos saber que alguma coisa pode ser efeito da mudança climática? - É quando algum desses episódios começa a acontecer com uma frequencia tão maior que no passado que nos faz suspeitar que alguma coisa está acontecendo." (CN)

"Não há uma resposta para como atingir uma meta de reduções de emissões climáticas. Atingir a meta vem de vários setores: aumento do uso de biocombustíveis, a Bioenergia, a eficiência energética, a principal é a redução do desmatamento." (CN)

"Grau de confiança sobre previsões do clima? - Vem melhorando muito. A variabilidade natural sempre exisitiu, mas está ficando mais extremada. Mas, a aquisição de equipamentos e desenvolvimento de modelos é constante."

"A agricultura no Brasil terá que ter em conta que vai ter ondas maiores de calor. Na questão de Políticas Públicas (para o caso de clima e agricultura) a instituição mais próxima de adaptação tecnológica é a Embrapa. Sobre as mudanças climáticas, existem soluções ainda não aplicadas no campo: porque a agricultura precisa acreditar! (nesse novo clima) Se não houver adaptações a agricultura brasileira perderá. Deve estar baseada na melhor ciência."

"O setor de desmatamentos é eivado de ilegalidades." (CN)

"A ciência climática e a política estão distantes uma da outra no país!? - Brasília é muito grande! (risos) A resposta em geral deveria ser sim. O Ministério da Ciência e Tecnologia ao qual ao INPE pertence, criou vários programas - falando em dezenas de milhões (de investimentos). Em poucos anos chegaremos a 100 mi de investimentos. No sentido do INPE ser um articulador do avanço científico a resposta é SIM. No sentido contrário está Brasília ouvindo o que a ciência brasileira está querendo lhe dizer? - SIM e NÃO. Já na questão da adaptação NÃO." (CN)

"O Sr. menciona que o nível do mar subiu 20 cm ao longo de um século!" (jornalista a CN) - Sim!
" Se o aquecimento for muito alto esse nível pode subir acima de 50 cm passando de 1m em alguns cenários."
" Qualquer construção muito próxima ao nível do mar deve ser muito pensada. Sobretudo uma Usina Nuclear." "Ninguém vai querer resíduos nucleares." (CN)

"Os vilões da Amazônia não 'são' o agronegócio? (para criação de gado e produção de soja). - Estudo de várias instituições - UnB, Embrapa, INPE: entre 38 e 59% das emissões brasileiras tem origem na pécuaria. Com o desmatamento, com a queimada de pastagens, e o próprio metano emitido pelos animais. Em média a produtividade da pecuária brasileira é baixa. Não é mais necessário abrir novas áreas; mas a pecuária se modernizar intensificando sua produção. - Assim, o agronegócio está dando um tiro no próprio pé." (CN)

"Instituições científicas (de peso) preveem que a partir de 10 anos as perdas ainda podem ser maiores na agricultura, por consequencia do clima, das mudanças climáticas."

"As escolas de agronomia tem que desenvolver métodos para o setor produtivo (Esalq, FGV); fazer o que qualquer companhia de seguro faz diariamente, trabalhar com previsões de riscos. Desenvolver suas atividades com BASE EM uma informação que tem um risco ALTO DE ESTAR CERTA e MENOR DE ESTAR ERRADA (previsão climática com métodos científicos). O setor agrícola é o primeiro interessado em buscar a adapatação. Vai haver mais ondas de calor (que a agricultura não gosta), secas e chuvas devastadoras - a agricultura brasileira tem, terá de se adaptar." (CN)

"Desenho de uma nova agricultura que seja produtiva no mundo em que o clima está mudando."
"Primeiro o setor precisa acreditar nisso e depois trabalhar mais com a ciência."
"Se é uma adaptação na melhor ciência e nos conhecimentos que ainda vão ser descobertos, é positivo, se for o ajuste em busca do prejuízo, às pressas, pode ser muito cara." (CN)
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"O Trabalho científico pode ser escrito de uma maneira que alcance leitores mais comuns." (FR)
" Nosso conceito de pessoa é muito mais rico que passar uma régua biológica."

"O DNA como um colar pérolas. Associar as métaforas da sala de aula para um artigo que o leitor possa entender, visualizar.  A receita é da literatura científica. Um artigo científico é escrito da seguinte forma: no início se dá revisão restrita do assunto (reescrevo meus artigos), depois se explica qual experimento foi feito, depois descreve os resultados - essa parte é objetiva - o cientista descreve o que ele observou e, uma penúltima parte é a discussão - ex. : isso que eu descobri não é bem assim, pode-se até "delirar" um pouco, e, ao final do artigo , dizer onde se baseou:  as referências, a bilbiografia." (FR)

"A ciência é uma curiosidade ou como uma necessidade? - Dentro do jornalismo algumas coisas são leitrua obrigatória, dentro da ciência não, como se trabalha isso como uma coisa essencial à vida das pessoas?
- A ciência é uma maneira de conhecer o mundo, existem várias maneiras, a ciência é uma delas." (FR)

"O grande papel da divulgação científica é mostrar a maneira de conhecer o mundo. Não é dizer como é linda a estrela no céu, mas como fazer o telescópio, será que dá para ver a estrela, (projetar) a questão experimental. Você aprende o mundo através da ciência, fazendo experimentos. Um exemplo do experimento de um cara: pegou uma formiga e amarrou um palito na pata da formiga. Cada passo que a formiga dava ela ia mais longe. Se tirava o palito ela voltava mas dava passos menores, ia com palito e dava dez passos e sem o palito não voltava para a toca (pq tinha passos menores). Se for de palito e voltar de palito dava dez passos. (Sem o palito a formiga contava dez passos mas como eram menores não chegava a toca.) Daí o cara conclui que: - a formiga pode contar os passos." Isso é começar a pensar pela ciência. (FR)

"Cada vez mais jornalistas estão começando a escrever como cientistas. Conta o resultado mas não conta como chegou lá, a parte principal da ciência é a metodologia. 'A parte principal da ciência é contar como chegou lá.' Entender como chegou à conclusão. Não é só dizer é assim, mas explicar porque é assim - isso pode mudar a sociedade! (FR)

"Existe uma resistência ao conhecimento científico (da forma como é empurrado ao público) - é preciso explicar, convenver de que houve uma descoberta por meio de experimentos - (o que justifica, por exemplo, como não querer tomar uma vacina). No fundo é um problema de educação científica - não é somente dizer aqui está a Tabela Periódica e ponto. Assim, se distancia a população da verdade científica. Talvez com tantas coisas a ensinar, diminiuir a quantidade, mas tratar a origem com explicações. Se não houver a explicação se pode correr o risco do autoritarismo. Ações educativas podem influenciar na relação homem-natureza." (FR)

"Existe um clube de professores titulares que pediram demissão! Porque não é comum no Brasil um cientista criar um empresa para ganhar dinheiro com ciência, na fronteira do conhecimento.... Em pasíes desenvolvidos a quantidade de ciência é muito maior. Existe ciência ruim e ciência boa. Toda ciência ruim não serve. Daí tem a ciência boa e uma grande parte não é aplicável. Por exemplo, -qual a cor da pena do dinossauro? É interessante mas não vai virar empresa. Da ciência boa, tem uma parte enorme que não vai virar empresa. Toda a ciência básica que tem que ser financiada tem uma parte enorme que não vai virar. Assim, nesse funil tem uma grande parte dos cientistas da parte de pesquisa básica boa, que (por si) não querem ser uma empresa. Então, também tem uma cultura de que tudo que é ciência e vai ser capitalizado é como um pecado. Até mal visto por parte da academia. Diferente de outros países. E, também pelo ambiente empresarial que não precisava muito de inovações, o que está de certa forma, mudando. - Mais lento do que gostaríamos." (FR)

"Doutores para quê?"

"Um plano de pesquisa: vou fazer isso, isso e vou gastar isso, como orçamento para conseguir aprovação para a ciência. Mas na parte de baixo do plano não se prevê 'como vou ganhar dinheiro com isso'?"

"O ideal é ter a cadeia da empresa toda dentro do país........ Criou-se a ciência e com a empresa é difícil integrar. Exemplo: o remédio da biotecnologia farmacêutica que pode não conseguir não conseguir vender - (e ter de usar uma empresa que não é do país)." "As empresas investem muito e investem, não na forma de pequenas empresas que vão desenvolver alguma coisa e fazer, mas como empresas que vão ser incorporadas a (outras) maiores....." "Tem-seque  criar um ecossistema , é um ecossistema...." (FR)

"Agora, na vida acadêmica se quiser  fazer alguma coisa empreendedora, você vai ter que fazer uma descoberta e saber que essa coisa vai virar outra coisa em forma de produto, e correr o risco.... e o problema é que o cientista é avesso ao risco"  "o capital de risco entra depois da descoberta...."

"As espécies estão mudando no regime fóssil. Mas existe uma dificuldade em aceitar isso, quanto mais próximo de VOCÊ. Ou seja, você teve um ancestral que era mais cabeludo... aceitar quanto mais próximo da gente (ser humano) mais difícil, como dilemas éticos." (FR)

"Um exemplo, um cientista disse 'se voce nao acredita na evolução' faz o seguinte: primeiro você pega um pé de alface, joga alguma coisa em cima e come, vivo claro; agora você pega um brocóli e come: - você tá comendo órgão sexual vivo da planta; e trazendo para mais próximo da gente mais difícil de aceitar. Ou seja, vamos para a formiga, tudo bem vai lá e mata com o pé...... - meu filho me viu matando um rato (ele com 4 anos de idade) e ficou incomodado.... qualquer pessoa que teve que matar um mamífero (então) aumenta a dificuldade..... o dado pode ser objetivo muito claro, mas se é muito próximo da gente mais difícil de aceitar." "A gente se acostumou a ter uma explicação superior para entender." "Difícil para gente achar que como espécie daqui a 50 mi (por ex) de anos pode não estar mais...." "Achar que a gente é o centro do Universo...." "Culpa dos dois lados, culpa de como o conhecimento científico é empurrado..... eu não quero tomar a vacina, porque fica com medo... e a explicação da descoberta (não é) feita com autoritarismo." (FR)

"O cientista tem a fama de prometer mais do que deve alcançar. Para a verba sair." (FR)


2. Conceitos emergentes

O livro "Justiça Ambiental e Cidadania" dos organizadores Acselrad, H.; Herculano, S. e Pádua, J. A. é oportuno para fazer ampliar conceitos e dimensões na questão ambiental para projetos.

O livro traz capitulos como:
- Justiça ambiental - ação coletiva e estratégias argumentativas;
- Enfrentando o racismo ambiental no século XXI:
- Saúde Pública e (in)Justiça Ambiental;
- O verde e o negro: a justiça ambiental e a questão racial no Brasil;
- Áreas contaminadas na região de São Paulo;
- O custo do silêncio.

Sobre alguns destes conceitos desejamos ampliar a compreensão ao leitor, como racismo ambiental e ordernamento territorial e, também, oportunamente, a ideia de Bullying Ambiental.
Isto porque estamos preparando algumas novidades: postagens sobre Jornalismo Científico Ambiental e uma matéria exclusiva em Economia Ambiental.
Além de um documentário (nosso primeiro filme!) - sobre as cadeias periféricas do capitalismo e as interrelações ambientais. Original, inédito para nossos leitores e teve início a dois meses. Em breve estamos terminando a captura de imagens, seguindo a edicão e produção final do projeto.

O título sugerido é "NO CORAÇÃO DO LIXO"  (Waste Heart) - o documentário mostrará a vida de duas senhoras que para garantir a sobrevivência de suas famílias recorrem ao lixo, identificando uma cadeia de preservação ambiental pelo ciclo de vida de produtos retornáveis, dilacerando o coração de uma sociedade de consumo e traduzindo uma dignidade às margens do silêncio capital ou como um instante para suportar a existência.

Nesta, ficamos por aqui!


Referências sobre esta postagem

-----------Programa Roda Viva - TV Cultura


Engenheiro eletrônico - (ITA), Doutor (Meteorologia) - Massachusetts Institute of Technology (MIT), Cambridge, MA, Estados Unidos - e atua/coordena projetos de alta relevânica junto ao INPE na área de Clima.
 
Fernando Reinach
Bacharelado em Ciencias Biológicas - USP, PhD, +Pos Docs: demitiu-se de Professor Titular da USP e segue carreira executiva como Top em Biotecnologia.

-----------Acselrad, H.; Herculano, S.; Páuda, J. A. Justiça ambiental e cidadania. Rio de Janeiro: Dumará: Fundação Ford, 2004.